#MeToo – A hashtag das mulheres que sofreram assédios sexuais

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Desde o último sábado a hashtag #metoo (eu também, em inglês) tomou conta das redes sociais após acusações de estupro e agressão sexual do produtor de cinema Harvey Weinstein, um dos mais poderosos de Hollywood. Cerca de duas dezenas de mulheres realizaram as denúncias, entre elas as atrizes Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Rose McGowan.

Tudo começou quando, após essa denúncia, a atriz Alyssa Milano publicou em seu twitter pedindo para que as mulheres que já tivessem sofrido algum tipo de assédio sexual se manifestasse usando as palavras “me too” nas respostas, mas na realidade essa hashtag já existe há muito mais tempo. Cerca de 10 anos atrás, a ativista do movimento negro Tarana Burke fundou o movimento Me Too, voltado especialmente para que mulheres negras que já sofreram assédio sexual pudessem se unir, seguindo a mesma proposta de Milano nas redes sociais.

A hashtag ganhou força e já foi usada mais de 200 mil vezes nas redes sociais somente nesses últimos dias. Os principais argumentos abordam a importância de não silenciar e nem culpabilizar a vítima de assédios e abusos sexuais, além de mostra que infelizmente todas as mulheres estão passíveis a sofrer esse tipo de agressão e pode vir de quem menos imagina.

Se você já sofreu algum tipo de assédio ou abuso sexual, use a hashtag #metoo em suas redes sociais (se você se sentir confortável, é claro) e veja a dimensão disso. Infelizmente, é mais comum do que imaginamos, mas um dia mudaremos essa história. Muita força para todas as mulheres que já passaram por isso, juntas somos mais fortes!