Ativismo na web – Chega de violência contra a mulher

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O dia 25 de novembro é marcado como o dia de mobilização da violência contra a mulher. Para conscientizar ainda mais as pessoas, a galera do Olhares Podcast convidou a gente para participar da campanha #ativismonaweb, que consiste em 16 dias para lembrar ainda mais a sociedade de que a violência contra a mulher é algo abominável.

A ideia é que diversos canais, blogs e outros meios de comunicação participem da campanha.  E é claro que a gente não poderia ficar de fora. O objetivo é sensibilizar e mobilizar a internet a respeito da violência de gênero. Então, se você quer o fim da violência contra mulher, acha essa questão urgente e acredita ser possível trazer visibilidade para este problema, procure, divulgue e reposte a hashtag #ativismonaweb em conjunto com as hashtags #16dias, #violênciacontramulher, #violênciadegênero, #novembrolaranja, #orangetheworldE

Se você não está atualizado nos dados sobre este assunto, o Olhares Podcast separou os principais e mais alarmantes dados, olha só:

Segundo o balanço, as mulheres negras (pretas e pardas) representam a maioria das vítimas (60,53%), seguidas pelas mulheres brancas (38,22%), amarelas (0,76%) e indígenas (0,49%). E em 65,91% dos casos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo: atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas.

O Brasil registrou 1 estupro a cada 11 minutos em 2015. São os Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os mais utilizados sobre o tema. As estimativas variam, mas em geral calcula-se que estes sejam apenas 10% do total dos casos que realmente acontecem. Ou seja, o Brasil pode ter a medieval taxa de quase meio milhão de estupros a cada ano.

Cerca de 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. Quem mais comete o crime são homens próximos às vítimas. (Fonte: Ipea, com base em dados de 2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde).

Há, em média 10 estupros coletivos notificados todos os dias no sistema de saúde do país. (Dados do Ministério da Saúde de 2016, obtidos pela Folha de S. Paulo). Cerca de 30% dos municípios não fornecem estes dados ao Ministério. Ou seja, esse número ainda não representa a totalidade. Somente 15,7% dos acusados por estupro foram presos (Dados do estado de São Paulo obtidos pelo G1, referentes aos meses de janeiro a julho de 2017)

A cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de VIOLÊNCIA FÍSICA. (Fonte: Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha). Em 2013, 13 mulheres morreram todos os dias vítimas de feminicídio, isto é, assassinato em função de seu gênero. Cerca de 30% foram mortas por parceiro ou ex (Fonte: Mapa da Violência 2015). Esse número representa um aumento de 21% em relação a década passada. Ou seja, temos indicadores de que as mortes de mulheres estão aumentando.

O assassinato de mulheres negras aumentou (54%) enquanto o de brancas diminuiu (9,8%). (Fonte: Mapa da Violência 2015). Somente em 2015, a Central de Atendimento a Mulher – Ligue 180, realizou 749.024 atendimentos, ou 1 atendimento a cada 42 segundos. Desde 2005, são quase 5 milhões de atendimentos. (Dados divulgados pelo Ligue 180).

Chocante, né? A gente ficou com o coração apertado só de escrever essa matéria. Esperamos que esse texto faça diferença na sua vida e que um dia consigamos exterminar de uma vez por todas a violência contra a mulher. Compartilhe esse texto para que a mensagem alcance cada vez mais pessoas.